Hoje não levantei, tirei o dia para a depressão, porque meu corpo dói e minha alma mais ainda, talvez seja o poeta chorando o desalento da injustiça sentida sem trégua.
A maldade cansa e aniquila, mas eu resisto navegando pela paz da consciência tranquila.
Sou alguém que não acredita em erros e acertos, mas que entende que as coisas não deram errado, apenas não aconteceram do jeito que você imaginava, e que o importante é aprender sempre.
E como tenho aprendido!
Sou também frágil, apesar de parecer sempre forte aos olhos daqueles que não têm tempo para me conhecerem de fato e que insistem em julgar-me erroneamente por pura insensatez.
Ah, a maldade implacável que domina os menos avisados, que se comprazem no mal, que só entendem o mal e que amam o mal nas entranhas.
Mas não me dou por vencida, renascida como fênix, das cinzas enlameadas pelas lágrimas, ainda acredito, que em cada pessoa que vive neste planeta exista mais bem que mal. Sou otimista por natureza!
Digo sempre que minha maior qualidade é também o meu grande defeito: a sinceridade. Falo demais, defendo meus ideais e, sofro demais por isso.
Sou criança que ainda não aprendeu a lição e está reprovada na arte de entender esse mundo caótico e pernicioso que insisto em chamar de belo.
Sou a dicotomia entre o óbvio e o olhar generoso que vê a beleza onde esta não existe.
Conclusão: incapaz e limitada para viver essa vida que eu mesma escolhi.
Mas paradoxalmente sou feliz, pelo simples fato de ter amor.
Ah, o amor! Esse cura as feridas com o acalento do olhar de quem me ama, que me abraça e me aconchega no peito, o meu melhor lugar no mundo é ele.
E toda a tristeza se dissipa e toda a melancolia fica pequena demais.
Aí, novamente eu, repleta de energia e planos para festejar a vida.
Ah, o amor! O remédio que cura qualquer desalento.
E o que sou só importa para mim e para os que me amam, o resto, fica para aqueles que tenham vontade de olhar um pouco abaixo da superfície...
Contos, crônicas, relatos e opiniões... Aqui é o espaço onde mostro minha essência! A escritora se confunde com a mulher, externando todas as inquietações da alma de ambas...
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A NOITE
A essa hora
Somente os últimos reflexos do Sol no céu
A nuance de algumas poucas árvores
E o brilho incerto da água do açude
Ainda são visíveis
A escuridão sólida da noite chega lentamente
Uma luz preguiçosa surge na casinha distante
O canto dos grilos misturado aos uivos dos cachorros saúdam a noite que chega
O ar fresco vacilante penetra pela cortina sem sequer movê-la
A noite escurece o meu lugar
O silêncio dos sons tranquilos acalma minha calma
E então anoiteço com a incerteza confiante de que eu possa amanhecer...
quinta-feira, 28 de maio de 2015
UM ANO DE ALGODÃO
Hoje completamos um ano de casados.
Nomearam bodas de algodão,
E fiquei pensando no porquê do nome...
Para nós, eis os motivos:
A leveza da conversa franca,
O cuidado com o outro,
O carinho fácil,
A tranquilidade da entrega,
O toque suave do nosso desejo,
A brancura da nossa verdade.
Amar assim...
Do nosso jeito...
Um encanto...
Nossa felicidade...
Olhando nosso retrato,
Vejo que o que realmente importa é a certeza do nosso olhar,
Do nosso ciúme,
Do nosso gostar,
E assim nosso amor vai plainando nas nuvens do algodão...
quinta-feira, 14 de maio de 2015
PUBLICADO MEU NOVO LIVRO
O livro está disponível em:
Pode ser adquirido na versão ebook por R$ 9,69 ou na
impressa por R$ 26,61.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
MUNDO PERFEITO
Na entrada da estradinha de terra,
Vi um casal de velhinhos que descia de um ônibus.
Meus pensamentos vagaram na utopia de um mundo perfeito!
Fiquei pensando que eu gostaria,
Que quando as pessoas chegassem nessa idade mais avançada, pudessem ter:
Uma casa simples, com tinta nas paredes e flores para enfeitá-la;
Uma mesa farta sem caviar ou escargot, mas que tenha sabores e cores que satisfaçam o paladar;
Um carrinho na garagem que não precisa ser um jaguar ou um porsche, mas que sirva para poupar os pés já cansados pelo tempo de uma grande caminhada;
Conversas acaloradas de gente que tem a alma tranquila pelo dever cumprido às custas apenas dos esforços de muitos dias;
Uma reserva no banco para socorrer um ente querido num momento de escassez e necessidade ou para amenizar o sofrimento quando a saúde do corpo esmorecer.
Seria tão bonito se fosse desse jeito!
MEU RANCHO
A estrada de chão que me leva ao paraíso
Está cheia de cascalhos
E quando chove poças imensas de água surgem
Deixando o barro escorregadio
Mas a chuva deixa verde a minha matinha
Um verde que acalenta a minha alma
E o balanço das minhas palmeiras
Embalam os meus sonhos
Lá no meu rancho
Tem pica-pau
Tem patuí
Tem até tucano
Assim meus dias seguem tranquilos
Porque lá tenho o que realmente importa
O apego às coisas simples
O apreço ao que vale realmente a pena
O cuidado com aquilo que não tem preço
Lá no meu rancho tem muito amor
E quem chega sente logo na entrada...
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
MINHA AMIZADE COM ANNE
Aos doze anos, eu era uma menina magra e esguia, carregava uma altura bem maior que a das minhas colegas, por isso, teimava em escondê-la, curvando meu corpo para frente.
Minha mãe aplicava beliscões no meio das minhas costas e, me fazia andar com vassoura entre os braços e livros na cabeça para corrigir-me a postura. Os livros eram meus aliados nessa empreitada.
Lembro quando minha ideia sobre eles mudou. Foi quando recebemos a visita inesperada da prima da minha mãe, que era chamada por todos de Madrinha Nelci. Ela era uma mulher muito bonita e culta, eu queria ser como ela quando crescesse, acho que pelo fato dela usar óculos e ainda ser bela mesmo assim. Tínhamos eles em comum.
Ela trouxe presentes e recebi o meu abrindo-o sem hesitação. Para minha surpresa surgiu o "Diário de Anne Frank", um livro não muito grosso, mas que era bem diferente dos costumeiros gibis da Turma da Mônica que eram meus companheiros mais próximos na época.
A madrinha Nelci sentou junto a mim e discorreu sobre a menina que tinha quase a mesma idade que a minha e, havia escrito um diário onde contava sobre sua vida. A danada não me disse nada sobre os horrores que ela viveu e, foi assim que convencida mergulhei nas páginas do livro.
Foi um dos grandes momentos da minha infância. A leitura ia acontecendo e com ela a minha vontade de escrever minhas histórias nasceu. Naquele ano escrevi meus primeiros poemas.
Tudo isso por causa da minha amizade com a Anne.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
DESCONFORTO
Alguns acontecimentos ainda me trazem um leve desconforto. Estranho como apesar de eu estar feliz de verdade, uma leve tristeza por vezes passeia no meu estômago. O mundo me assusta quando vejo gente se explodindo por causa de religião, jovens com armas matando outros, mulheres obrigadas a usar o véu do cárcere e, aqui no "Barasil" todo tipo de corrupção instalada nos três poderes, com o aval da sociedade civil organizada.
Olho para essa realidade e fico pensando como a humanidade anda tão pouco civilizada. Os desistentes afirmam que sempre foi assim. Os otimistas dizem que o bem é tímido e não rende manchete nos jornais, mas é inegável que o que se mostra não agrada. O mundo mudou é fato, mas será que para melhor? Essa pergunta anda espreitando o pensamento daqueles que se importam.
Como se cortam todas as árvores aqui no interior onde a temperatura média é de 40° à sombra no verão, sinto a esperança por um mundo menos insano também dilacerada. A juventude com seus smartphones totalmente alheia e com a percepção embaçada me parece inoperante.
É com essa sensação de que nada pode mudar o que está em curso é que constato a minha aquiescência.
Assim me torno expectadora do filme inverossímel apenas acompanhada de um balde de pipoca e refrigerante.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
CONTRA O AMOR
Mentira nenhuma
Nem mesmo as proferidas por lábios inocentes
Será capaz de separar o grande amor
Amor tão nobre
Que confia
Amor que passa por todas as provas
E assim se fortalece
Amor abençoado por Deus
Porque é verdadeiro
Esse tipo de amor resiste a calúnia
A inveja
A difamação
Esse amor não está a venda
Não se compra
Não se finge
Não pode ser substituído
É amor de essência
Daqueles que poucos são capazes de senti-lo
Porque amor assim demanda sinceridade
Compreensão
Cumplicidade
Amor desse jeito nem mesmo as artimanhas do mal maior é capaz de destruir
Porque amor assim é para sempre...
sexta-feira, 6 de junho de 2014
MEU MELHOR LUGAR NO MUNDO
Hoje acordei envolta em braços
Braços que me acariciavam
Mãos que afagavam meus cabelos
Voz que proferia as palavrinhas mágicas que tanto gosto de ouvir:
"Eu te amo!"
Dizia que tinha orgulho de ser meu marido
Agora sou uma esposa...
Casamos!
Uma semana de matrimônio
Estou encantada...
A cerimônia,
A comemoração,
Com os amigos mais que queridos
Alguns até com lágrimas nos olhos
Sentimos nas felicitações o sincero desejo para nossa felicidade...
Em nossa casa, junto aos nossos...
Simplesmente comemoramos:
jantamos, brindamos, dançamos...
Hoje me dei conta que estou casada
O amor que sentimos nos trouxe até aqui
E ele me lembrou
Eu aninhada em seu peito
Me perguntou:
"Qual o seu melhor lugar no mundo?"
Respondi:
"Aqui, bem melhor que Paris, Roma ou Buenos Aires!"
E assim, fui feliz mais uma vez...
Agora sou uma mulher casada!
quarta-feira, 9 de abril de 2014
MUDANÇA
Muitas vezes nos deparamos com situações que nos afligem dia após outro e, por medo, ficamos ali inertes, suportando o sofrimento da insatisfação. Comigo aconteceu no trabalho. Assumi, em 2008, a função de Coordenadora Pedagógica dessa grande escola, na qual eu já trabalhava como professora desde 1997.
Foi um desafio e tanto, naquela época, a sala da Coordenação não tinha sequer computador, não havia nenhum documento em arquivo, não se falava em projeto, não se usava as novas tecnologias.
Comecei do zero. Cada arquivo, seja modelo de ata, relatório, convite, certificado, aviso, lista de presença, folder, tudo foi idealizado e digitado por mim.
Os embates para mudança de paradigmas, esses foram sim, a tarefa mais desgastante. Convencer os colegas da necessidade de se trabalhar com projetos e de inserir nas suas aulas as ferramentas disponibilizadas pelo computador e o datashow instalados numa sala improvisada como auditório, montada em parceria com a direção. Montar material pedagógico para cada disciplina, preparar os CDs com o auxílio do antigo Nero, sendo eu da área de Matemática, tive que pesquisar muito até compilar todo o material para ser entregue a cada professor da unidade. Resultado, o auditório hoje, funciona a pleno vapor, sendo necessário agendá-lo até com um mês de antecedência.
Antes do Estado do Rio de Janeiro, lançar o Currículo Mínimo, eu implantei, em 2009, o projeto "Ementas CEFT", quando percebi que cada professor lecionava o conteúdo que lhe achava conveniente, assim se um aluno trocasse de turma, no mesmo ano de escolaridade, se deparava com um assunto completamente diferente, e acabava extremamente prejudicado.
Organizei, com auxílio de uma colega, toda a progressão parcial dos alunos do colégio. Hoje tudo fica registrado, assim que a dependência é lançada em ata, no período subsequente, o nome do aluno conta em lista divulgada, na qual fica registrado o nome do professor responsável e o período em que a dependência deverá ser realizada. Assim cumprida a mesma, o nome do aluno é retirado da lista e sua documentação encaminhada à Secretaria para arquivamento na pasta individual. Criamos um arquivo morto, com a relação dos alunos que já se formaram, mas ainda devem alguma dependência. Assim, quando eles nos procuram, basta localizá-los na lista e pronto.
Foram muitas reuniões, onde eu cheia de ideias e ideais, colocava minha opinião, e acabava alvo de todo tipo de grosseria e até escárnio, por parte daqueles que não acreditavam que era possível fazer uma escola de qualidade, mesmo esta sendo pública.
Os anos se passaram, eu que antes era sozinha para tudo, fui recebendo gradativamente, com muita alegria, os colegas para formar a tão sonhada equipe pedagógica, que hoje é realidade. Há um ano e meio atrás passei a receber a gratificação, mais que merecida, pela função exercida.
O desgaste físico e emocional principalmente, me fizeram aquiescer. Eu já não me reconhecia.
Acabei alterando o meu tom de voz. Nesses 25 anos de efetivo exercício em salas de aulas, desde o tempo da turma multisseriada da escolinha de zona rural onde comecei, passando pelos cursinhos pré vestibulares, ensino médio, pelas salas da Federal Fluminense quando atuei como professora substituta, mesmo lá na linha de frente, poucas vezes levantei meu tom de voz.
Percebi que em certas ocasiões, chegava ao extremo de proferir palavrões, o que na minha criação sempre foi considerado algo escandaloso e fora de propósito. Eu uma pessoa tão aberta ao diálogo, sempre defensora do livre pensamento, que adoro discussões no âmbito das ideias, me peguei sendo truculenta com os meus pares.
Notei que pouco a pouco estava me transformando em algo que não me agradava. Não culpo a ninguém por isso. Nem mesmo a mim. Tudo na vida tem seu tempo. O meu na Coordenação Pedagógica acabou.
Guardo boas lembranças dos lindos projetos executados, das amizades que fiz e, espero que algumas permaneçam, das conversas acaloradas sobre educação onde o foco era sempre a melhoria do processo, para a construção de uma escola de excelência.
Minha consciência jaz tranquila. Nunca fugi do trabalho árduo. Quando ociosa, nos meus plantões, apenas abria meus livros, companheiros de uma vida, que ampliam minha visão de mundo, o que na minha humilde opinião, é essencial a qualquer profissional, principalmente aos de educação.
Agradeço a oportunidade de ter desempenhado essa função, ao diretor da unidade, que confiou em minha competência e me fez o convite lá atrás em 2008, onde eu muito receosa, tive a coragem de aceitá-lo.
Com essa mesma coragem me despeço.
Sou
alguém que não acredita em erros e acertos, mas que entende que as coisas não
deram errado, apenas não aconteceram do jeito que você imaginava, e que o
importante é aprender sempre. Sou também frágil, apesar de parecer sempre forte
aos olhos daqueles que não me conhecem de fato. Ainda
acredito, que em cada pessoa que vive neste planeta exista mais bem que mal.
Sou otimista por natureza. Digo sempre que minha maior qualidade é também o meu
grande defeito: a SINCERIDADE. O resto de mim, fica para aqueles que tenham
vontade de olhar um pouco abaixo da superfície.......
Rosivar Marra Leite - 09 de abril de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
PRAZER NA NOITE
Na noite alta
Sinto o ser rígido e tenso a roçar em mim
Num movimento rápido
Tenho o peso dele sobre meu corpo
A mão investe contra o tecido delicado da vestimenta íntima
Quando finalmente nada mais o impede
Ele força a sua entrada no ímpeto de não poder esperar
Lentamente eu o aceito em mim
As palavras "Eu te amo"
Ditas repetidas vezes
Quase em desespero
Num movimento incontrolável
Minhas entranhas reagem delirantes
Agora estou completamente dominada
O líquido quente jorra em profusão
Já não sei se é sonho
Mas ele me inquere
"Quem de nós começou?"
Eu então percebo
Que foi real
E concluo então
Começamos enquanto dormíamos...
domingo, 22 de dezembro de 2013
PRAZER
O prazer jaz na cama:
Suado
Chupado
Mordido
Ardido
Gozado
Descabelado
Inerte
Em êxtase
Simplesmente
Prazer...
domingo, 17 de novembro de 2013
DOMINGO EM CASA
A felicidade é tão simples
Estar em casa no domingo
Fazer macarrão com estrogonofe sem se importar se combina
Beber Heineken e quando acabar
Investir contra a Quilmes trazida de Buenos Aires
Assistir Elton John e Leon Russell
Tudo isso ao lado de quem se ama
Não há felicidade maior
É tão simples assim
Ouvindo Your Song
Sabendo que não foi feita pra mim
Mas Julio roubou
Não tem problema...
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
MAL
A maldade humana me espanta
A fúria que se encerra contra o outro
Não medindo qualquer esforço para o mal
Passando por cima de tudo
Até mesmo da maternidade
Nada pior que usar um filho como bala de canhão
Não entendes que o maior ferido
É o fruto de teu ventre?
Como é concebível tirar a possibilidade de uma vida melhor?
Aprisionar em um lugar feio e fétido
Negar uma educação de excelência
Impedir o nascimento de boas amizades
Para quê?
Apenas vingança
Pobre alma infeliz
Aquela que mata os sonhos da própria prole...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
LUTA
Estou tão cansada
Que meu corpo dói
Minh'alma dói mais ainda
Uma estranha tristeza
Quase depressão
Tomou conta de mim
Na vida pequenos detalhes
Que passam imperceptíveis aos outros
Acabam tendo tamanha relevância
Talvez não queiram notar
Porque a mim parecem tão óbvios
Será que não tem importância?
Somente a mim importa?
Estou tão sem atitude
Sem noção
Sem visão
Sem caminho...
Estou tão cansada
Que meu corpo dói
E minh'alma mais ainda...
domingo, 20 de outubro de 2013
MEU FILHO
Hoje sonhei com o filho que jamais terei
Olhava encantada sua pele alva
Seus cabelos loirinhos
E seus olhinhos azuis cheinhos de vida
Suas mãozinhas pequeninas
Seus dedinhos tão perfeitos
A boquinha com seu bico azul
Ele num macacãozinho também azul
Imaginei ele dando seus primeiros passos
Eu sem saber se impeço ou não
Com o medo da queda
Mas ele se equilibra
E eu mais uma vez me encanto
Imagino quando dirá suas primeiras palavras
E será mamãe a primeira delas?
E me desespero pensando que às vezes irá chorar
E talvez eu não o consiga acalentar
Imagino a casa cheia de brinquedos
Os carrinhos espalhados pelo chão
E o cheirinho dele
Oh! Inigualável perfume
Do filho que jamais terei
Ficará somente em sonho
O nome que lhe dei
Heitor seria uma bom homem
Iria eu a sua formatura
Ao seu casamento
Veria o nascimento do meu primeiro neto
Mas será você para sempre somente sonho
Um sonho lindo
O tempo já não me permite
Então apenas sonho...
sábado, 19 de outubro de 2013
POETA
Poeta:
Tão doce e sublime sua missão,
Com as palavras certas
Encanta a alma
E desafia o mais endurecido coração,
Que se dobra hipnotizado
Pelas rimas do grande Vinícius
Ou da Rose desconhecida,
Onde há poesia
Há certamente emoção,
A gente passa
Mas nossos versos não,
Nossa obra nos eterniza
E assim,
Nenhuma poesia é em vão...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
CARINHO
Carinho:
Coisa melhor não há...
Anoitecer com um abraço apertado, um beijinho bem dado e palavras de bem querer...
Amanhecer com um sorriso encantado, a voz meio sonada e um "bom dia" acalorado...
Pode ser carinho de pai e mãe:
Que nos faz sentir novamente criança...
Pode ser de irmã:
Que nos faz sentir que nunca estaremos sós...
Pode ser de namorado:
Que nos faz sentir mais especiais...
Carinho é sempre bom!
De pai: um chamego gostoso
De irmã: uma brincadeira levada
De namorado: um denguinho dengoso...
Carinho é bom demais!
Quero de papai, mamãe, irmã e amorzinho!
Carinho eu gosto,
E dele não abro mão...
Venham por favor,
Me fazer mil carinhos então...
terça-feira, 10 de setembro de 2013
SAUDADE
Como sinto saudade de você
Dos pequenos detalhes de nós dois
Da nossa casa arrumadinha com tanto zelo
Do nosso sofá onde ficamos agarradinhos
Vendo filme, Jô ou mesmo o Tour de France de que tanto gosta
Do seu café colocado na mesa posta
Dos almoços de quarta e do churrasco de Grill do fim de semana
Da cerveja ou do vinho tomados devagar
Apreciando cada gota despertando nosso desejo
Nossa e quanto desejo
Nosso sexo no limite de nossos corpos
Como sinto saudade de você
Esses olhinhos azuis a me fitarem
Essas mãos acariciando meu cabelo
Essa palavras ditas com tanta sinceridade
Na perfeição de nós dois
Saudades mesmo de você meu loirinho
Hoje a noite estarei em casa
Nossas conversas, nosso café, nosso desejo
Assim aplacarei minha saudade
De você,
De nós dois...
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