quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

VERSO CURTO

O ano novo é o dia seguinte
Vinte quatro horas nos separam do futuro
Que possamos renovar a esperança
Que a alegria dos brindes
Faça-nos felizes como criança
Que 2012 traga dias melhores
E noites bem mais animadas
Que possamos festejar a vida que acontece
Em cada momento da nova jornada
Então venha 2012
Nossos sonhos esperam por ti...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

TOQUE DE CELULAR

Essa música é o toque do meu celular!
Tinha que ser,
Afinal vivo a minha vida a sonhar!
Os meus sonhos ninguém pode tirar,
E ultimamente sonho sem parar...

domingo, 18 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS

Todo ano me deparo com o mês de dezembro e lá vem a jornada de compras de presentes. O cuidado na escolha para que possa agradar os que me são caros. Inquietações que não chegam a me tirar o sono.

O mais importante de fato é que através de presentes confirmo o amor incondicional que sinto pela minha mãe, pela minha irmã e pelo meu namorado. Os embrulhos são apenas a expressão desse sentimento nobre que  cada gesto meu demonstra. Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido do "presente de Natal".


Não menos importante, são os emails que  encaminhamos nessa época desejando "Boas Festas e Próspero Ano Novo". Muitos dos nossos contatos são colegas de trabalho, uns mais próximos outros nem tanto, amigos e familiares que se tornaram distantes e, há ainda aqueles que não têm corpo, são exclusivamente virtuais. Não importa, o que realmente conta é que nessa época esses votos são realmente verdadeiros. Parece que ficamos mais suscetíveis a desejar a felicidade ao próximo e almejá-la para nós mesmos.


Nesse momento, fazemos aquele balanço anual,  refletimos sobre o ano que se finda, analisamos onde erramos e acertamos e, fazemos planos. Nada melhor que fazer planos com aqueles que amamos. Assim vislumbramos um ano seguinte melhor e, assim recomeçamos.


Que neste Natal possamos celebrar o amor, aquele que nos impulsiona dia após dia, e que não esqueçamos do nosso próximo, porque um pouquinho de caridade faz um bem enorme à alma. 

Assim vamos esperar 2012 com  otimismo, acreditando que nele realizaremos nossos objetivos.


Então, cabe a mim terminar esse texto, sendo extremamente repetitiva e usando um dos clichês mais antigos que conheço:

"UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO A TODOS. 
SÃO OS SINCEROS VOTOS DE:
 ROSIVAR MARRA LEITE"


domingo, 11 de dezembro de 2011

LIVRE

Estranho como uma pessoa tão próxima pode ser tão maldosa com a gente. Ninguém nesse mundo está isento de defeitos, eu tenho muitos deles e os reconheço, sou até muito dura comigo mesma às vezes.
O grande problema é que sou muito condescendente com os defeitos alheios. Sempre arranjo desculpas para os erros cometidos para comigo. O sujeito é legal só passou por uma fase ruim, por isso foi desleal comigo. Toda aquela ignorância e leviandade cometidos foram apenas num momento de raiva, quando o ódio cega, preciso relevar.
Só esqueço que quem foi magoada fui eu e, sempre foi assim, desde muito pequena me acostumei com as pancadas, gritos, deboches, vivi muitos anos sob o julgo dos outros. Nada que eu fizesse era bom ou correto. E fui me sentindo cada vez "menos", quase acreditei nisso. 
No final de 2007, quando uma crise existencial me tirou a razão, isso mesmo, estive bem próxima da loucura, enxerguei que precisava mudar. E venho num processo lento e contínuo desde então, revendo a minha forma de agir, conhecendo melhor a mim mesma e principalmente exigindo mais respeito dos que me cercam.
Uma coisa aprendi: aquele que vive sob o julgo de quem quer que seja, mesmo que pelo motivo mais nobre, nunca será feliz. Quem não se respeita, jamais poderá andar de cabeça erguida. Não aceito ser mais manipulada, servindo de joguete, sempre fazendo concessões, arcando com o peso de ser boazinha, não sou e nunca foi meu objetivo ser. Não estou sob a influência de quem quer que seja, todas as minhas atitudes são tomadas por mim exclusivamente apenas. Diferentemente de como era antes. 
Se querem culpar alguém, culpem a mim pelas minhas escolhas, não me curvo mais aos desejos alheios, nem mesmo por amor.
Amo a minha família, mas chega de pancadas...


sábado, 26 de novembro de 2011

VIDAS

Na minha ânsia de tentar entender
A cumplicidade espontânea que existe entre nós
A afinidade verdadeira que nos surpreende cada vez mais
O querer bem que nossos atos exprimem diariamente
Esse medo de perder, não de ficar sozinho, mas sim de ficarmos sem nos ver
Essa vontade de compartilhar o dia
Coisas boas, estresses, fracassos e sucessos
Simplesmente por querer que o outro saiba
Na minha crença só uma explicação
Estivemos juntos noutra encarnação
Vivemos outras vidas 
Muitas vezes tentamos
Aprendemos com nossos erros
Para nesse encontro acreditar
E desta vez fazermos de tudo 
Para juntos para sempre
Um com o outro ficar...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PERGUNTA

Hoje fui visitar uma senhorinha que perdeu o marido recentemente. Ela na cadeira de rodas se recuperando também de uma operação no fêmur, estava bastante triste, reclamando a falta do  marido que partira. Minha tia a consolava dizendo que ela era uma mulher de sorte, por ter ficado casada por tanto tempo, e que somente ele, o tempo, poderia acalmar essa dor.
Enquanto conversávamos, o filho chegou, acariciou a mãe e nos contou que  em julho quando os pais completaram 71 anos de casados, ele ajudou o pai a se arrumar para a missa em comemoração ao casamento duradouro, assim que ficaram prontos ele e o pai, de 97 anos sentaram na sala para aguardar a mãe. Quando a senhora chegou, o marido assim disse:
-Nadir, sente-se aqui, perto de mim.
A senhora aproximou-se, sentou e segurou a mão do marido suavemente, foi quando então ele sorrindo perguntou para ela:
-Você ainda me ama?
Nesse instante, percebi o tamanho da perda daquela senhora. Depois de tanto tempo juntos, uma pergunta dessa. 
O amor mudou muito nos dias de hoje, mas o que ouvi me inspirou a compartilhar a história. Cabe apenas uma indagação: quantos de nós poderemos fazer a mesma pergunta sem temer a resposta? 

domingo, 13 de novembro de 2011

CRISTAL

Hoje descobri:
Sou um cristal
Frágil, delicado,
Gentil, compreensivo!
Quase doce,
Sendo essa minha essência
Mesmo sem querer,
Quebro fácil
Assim não queria ser!
Mas não sei o que fazer?
Percebi algo que
Parece uma rachadura
Oh, belo vidro,
Pena ser tão fininho!
Engraçado que aos olhos
Menos sensíveis,
Sou apenas vidro duro
Que aguenta as batidas
Do destino,
Mas sou cristal
Que sente uma dor danada...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SAUDADE

Você me disse ao telefone:
"Acordei com saudade de você, meu amor!"
Mal sabia que a saudade em mim também doía
Essa semana quis ver você
Olhar seus olhos azuis
Tocar em seu toque
Cheirar seu cheiro
Conversar nossos papos
Acalmar minha calma
Para fazer sentido meu mundo
Quando você disse:
"Quero te ver hoje, amor!"
Respondi:
"Esse desejo
É tão meu, tão nosso
Fácil querer a mesma coisa!"
Assim somos nós
A mesma querência
A mesma necessidade
Tomaremos café juntinhos
Saboreando bolo
Cheirando pão quentinho 
Tornando minha tarde perfeita
Porque estaremos juntos
Simples assim...

domingo, 6 de novembro de 2011

TARDE VAZIA

Nessa tarde de sol
Meu estômago é desconforto
Uma pressão no peito
Meu corpo ainda é desequilíbrio
Enquanto o telefone não tocar
Minha calma não irá sossegar
Minha cabeça dói
Meus olhos estão cansados
Só você pode
Só você tem a chave
Me liga, me liga, me liga!
Preciso da sua voz
Do seu carinho
Da sua atenção
Acalme o meu coração
Que por você bate descompassado
Nessa tarde ainda vazia
Que aguarda
E ainda não aprendeu a esperar
Toque telefone
Pra minha tarde completar...

sábado, 5 de novembro de 2011

MENINA TRISTE

Hoje estou mais calma. Nos últimos dias estive extremamente desconfortável. Uma quantidade de pensamentos estranhos me atormentaram. Acho que de certa forma, o dia de finados me afetou. Lembranças ruins vieram a tona. A morte que certeira levou meu pai há 12 anos atrás. Não que as pessoas não possam morrer, claro que isso faz parte da vida, mas penso sempre que se meu pai tivesse mudado o rumo de sua vida, quando eu tinha 10 anos, talvez ele tivesse sido feliz. O que me entristece é saber que ele não foi!
De uma certa forma o culpo pela falta de coragem. Naquela época o casamento deles tinha fracassado, eu vendo as minhas fotos de menina, sempre noto um ar de tristeza em meus olhos, os adultos não sabem, mas as crianças sentem e são atingidas pela relação ruim dos pais. Minha mãe era uma mulher bonita, mas incapaz de amar o meu pai. Ele adoeceu com o desamor. 
Ao invés de terminar e começar de novo, ele ficou na mesmice de tentar o impossível, ser feliz com uma mulher que estava tão imersa no seu profundo egoísmo que era incapaz de percebê-lo ou as filhas, que cresciam sozinhas no profundo silêncio das palavras não ditas.
Hoje olho para ela e me ressinto, penso que ela foi tão infeliz a toa, nos fez sofrer tanto e ainda se atormenta dia a dia. Uma doença eterna: insatisfação! Insatisfeita com a casa, com o salário, com a empregada, com a síndica, com  as filhas, enfim, com o mundo. Nada é bom o suficiente e jamais será! Às vezes me pego olhando para ela sentindo enorme pena!
Papai se foi, os anos se passaram, eu de certa forma, apesar dos traumas, sobrevivi. Ela continua agindo do mesmo jeito, afastando as pessoas cada vez mais. Concluí que ela é feliz sendo infeliz! 
De uma coisa tenho certeza, se pudesse dar um conselho ao meu pai, eu diria: "Saia hoje de casa, reconstrua a sua vida, se apaixone novamente, me dê irmãos, quero ter um pai feliz!" Quem sabe, se ele assim o fizesse, em minhas fotos de infância, não estaria presente em meus olhinhos negros, aquela imensa tristeza...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CHUVA

Chuva que cai lenta
Molhando os corpos
Umedecendo as almas
Menina bonita
Olhar sempre aflito
Numa busca incansável
Pelo amor desmedido
Chuva que cai devagar
Acalme esse coração
Que descompassado
Acha difícil esperar
Amanhã já é terça
E seu bem há de chegar
Chuva que cai miúda
Acalme esse fogo que queima
Essa pobre menina bonita
Sua vida é sempre espera
E ele há de chegar
Com seus pingos que caem devagar...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

QUASE CASTIGO

Hoje foi quase castigo
Estar tão perto e tão longe
A poucos centímetros
De um toque,
Ensaiá-lo 
E mesmo assim 
Desviar as mãos
E não tocá-lo então,
Aprendi a querer
E agora meu corpo
Não obedece,
Da próxima vez confesso
Não deixarei de beijá-lo
Se de mim estiver perto...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VÍCIO


Preciso aprender a calar!
Minha boca acostumou a expressar minhas opiniões,
Meu rosto reflete o que vai em minh'alma: alegria, tristeza, ansiedade, satisfação...
Preciso aprender a domar o meu vício!
De dizer o que penso,
E expressar o que sinto!
Até porque o que ele me trouxe?
Apenas incompreensão!
E pra falar a verdade,
Acho que os outros tem razão!
Senhor, ajude a me curar dessa obsessão!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PRAZER


Sensação de êxtase
Que invade o corpo
Vazio de pensamento
Estática de ações
Calmaria...
Sentidos entorpecidos
Reflexos incontroláveis
O corpo  não  obedece
Satisfação...
Eis a síntese do prazer
Que invade a alma
Deságua no corpo
E deixa o gosto
De mais querer...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

AMOR

Amor,
Que livre passeia de mão dadas na praça
Que beija suave com a brisa espalhando os cabelos
Que confessa segredos sussurrados no ouvido
Que abraça apertado sentindo o calor das almas...

Amor,
Que juntinho observa a cúpula da igrejinha
Que compartilha a bala de menta
Que dá amassos no banco do carro
Que canta acompanhando a canção do artista...

Amor,
Que se confessa apaixonado
Que faz planos pra eternidade
Que tem ciúmes do olhar do outro
Que ama, só ama e mais nada...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PRISIONEIRA DE MIM

Meu terapeuta me disse que quando apareci em seu consultório há três anos atrás, nunca imaginou que eu pudesse evoluir tão rápido. Lembro-me daquele dia: uns 12 quilos a menos (hoje peso 60 kg), roupa preta, olhar sem vida, meu único sentimento era o medo e mais nada.
Fui nesse período me abrindo pro mundo, deixando a pessoa encarcerada dentro de mim mesma se libertar. Na verdade, eu mesma era prisioneira de mim. Desde menina, hoje olhando as fotos, se via uma tristeza oculta, inconscientemente meus pais me faziam acreditar que era responsável por tudo: "Ela é uma mocinha aos seis anos de idade!, Nossa filha é uma aluna exemplar!, Tome conta da sua irmã caçula!". Acreditei que a culpa por algo não ter dado certo era sempre minha.
Cheguei ao consultório sentindo o peso do mundo sobre mim. A culpa: pela morte do meu pai (ele enfartou!), pela difícil relação com a minha mãe (ela tem distemia!), pela profissão que não me rendia o que eu "achava que por tamanha inteligência" merecia (sou inteligente, mas não um gênio!), pelos relacionamentos que não davam certo (eu exigia demais de mim!), entre outras coisas.
Tinha convicção que não tinha dado certo e que a única responsável por isso era eu! E de certa forma tinha razão, porque acreditei que seria eu a cuidadora da família após a morte do papai, que era mesmo um fracasso de profissional, apesar de como professora ter experimentado todos os níveis de ensino, até em faculdade cheguei a dar aulas, que eu não era hábil para lidar com namoro. Desse jeito, adoeci.
Hoje, depois desses anos de terapia, descobri que meu pai faleceu em função do desgaste em seu organismo, que mamãe é minha mãe, mas isso não quer dizer que tenhamos afinidade, portanto evito embates e não me responsabilizo mais por suas ações, ainda tenho sobrecarga quanto às soluções dos problemas familiares, mas venho tentando dividi-los paulatinamente com minha irmã, no trabalho sou uma boa profissional por isso exijo respeito, estou namorando, ele é um cara muito legal, pela primeira vez estou amando, mas não me desespero se disse ou fiz algo que possivelmente ele não gostou, afinal ele também às vezes diz ou faz coisas que não me agradam, sou segura o suficiente para saber que esses entraves fazem parte da relação.
Estou em liberdade condicional, após anos na prisão. Fui prisioneira das ideias imutáveis, das certezas eternas, da culpa, do medo, da cobrança exagerada, da perfeição, da mordaça que calava minha voz e me impedia até de escrever meus versos.
Uma coisa descobri: eu mesma tinha a chave da minha cela. Tive coragem de abrir a fechadura e me conhecer de fato. Confesso que gosto mais de mim agora.


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RECADO DE AMOR


Palavras não conseguem

Expressar o que sinto por você,

Versos curtos me impedem de dizer

Tudo o que sinto...

Sentimento novo,

Que invadiu minha alma.

Sou sua meu bem,

Somente sua!

Meu corpo só você toca,

Minha boca busca seu beijo,

Minha palavra preferida:

Seu nome!

Como anseio estar sempre com você...

Não duvide,

Pois meu melhor verso é seu,

Ninguém mais toca minha poesia...

Esse recado

Escrevi pra você,

Simplesmente porque minhas palavras são apenas suas...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

LIGUE SEMPRE


Amor,


Ligue sempre...
Passe torpedos...
Fale comigo quando quiser...
Beije-me cada vez mais...
Sabe por quê?
Porque meu dia começa quando leio seu torpedo,
Minha manhã ganha sentido quando o celular toca e é você...
Minha tarde fica mais quente quando falamos sem pudor...
Meu sono chega tranquilo quando teclamos no MSN...

Amor,

Seja no torpedo, celular ou msn,
Esteja presente,
Porque te amo,
E gosto demais de saber que seu pensamento está em mim...

domingo, 11 de setembro de 2011

NAMORAR

Um abraço demorado
Um beijo molhado
Um olhar despreocupado
No hall da sala
Poder ligar a qualquer momento
A gente se vendo sem constrangimento
Isso é namorar
Ficar junto sem medo
Fazer do amor 
Nossa vida
Escolher a comida
Tomar conta do excesso da bebida
Fazer compras de vestido
Bermuda ou camisa
 Namorar é assim
Palavras doces sem medida
Falta de pudor compreendida
Planos para a vida
Namorar é assim
Eu pra você
E você pra mim...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CONFIANÇA


Como posso ter tanta certeza?
Faz tão pouco tempo!
Uma confiança audaciosa
Faz minha alma tranquila,
Porque palavras são fáceis de proferir
Atitudes, essas sim,
Provam a real intenção
E suas ações,
Confirmam minhas expectativas,
Cada vez mais a cada dia.
Nos seus olhos vejo 
A figura expressa do que é belo,
Nas suas mãos ágeis
Sinto-me  segura,
Mesmo quando distante
O seu cuidado me protege.
Ando assim:
Certa de querê-lo,
Com uma saudade,
Uma vontade dele,
Que desperta em mim
Mais que desejo,
Por mais um outro beijo.
Passo a passo,
Como brisa no fim de tarde,
Me entrego sem amarras
A esse gentil cavalheiro,
Que em meu coração
Entrou sorrateiro,
E fez morada desde então...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

TEIMOSIA

           
        Um cansaço enorme se abateu sobre mim. Reunião complicada pela manhã, com gente difícil demais de conviver, não posso negar que de certa forma embates desse tipo ainda me afetam. Pessoas que insistem em mostrarem superioridade e, só participam de projetos caso as suas decisões sejam acatadas na íntegra.
        No horário do almoço, ainda tive que visitar o advogado e acompanhar minha irmã nas compras. Confesso que nem as vitrines prenderam minha atenção.
        Atendimentos, minha sala fervilhou a tarde, paralelamente enviava os emails necessários  e, ainda montava a primeira aula do curso de capacitação que vou ministrar na semana que vem. 
        Nunca foi boa em "chupar cana e assobiar ao mesmo tempo".  Findando a tarde, ao chegar em casa, com a energia se extinguindo, ainda fui fazer o relatório de envio da minha impressora que veio com defeito de fábrica. 
        Teimando com as necessidades de descanso do meu corpo, ainda trabalhei mais um pouco, analisando material de trabalho. Passa um pouco das vinte horas e meus olhos ardem de sono, meu estômago está enjoado e minha cabeça dói. 
        Preciso aprender a obedecer os sinais que meu corpo me mandam e, parar antes que chegue a exaustão. Quem sabe um dia ainda aprenda a controlar minha teimosia.

domingo, 4 de setembro de 2011

DOMINGO

     
        Tenho acordado cedo nos últimos dias, o sono anda meio descompassado. Neste domingo não foi diferente, acordei a tempo de tomar o café da manhã, um cheirinho gostoso vinha da cozinha e, atendendo ao chamado do olfato satisfiz meu paladar.
      Uma conversa solta com minha mãe e irmã iniciaram meu dia, ambas tranquilas, apesar da mamãe sempre usar esses momentos de encontro para falar de "falsos problemas", como por exemplo, a tv por assinatura. Aí minha irmã desperta e inicia uma conversa sobre inventário. Tudo bem resolver pendências em família, mas prefiro aproveitar essas nuances de calmaria para relaxar, mas há uma teimosia em não me deixarem. Estava tão gostoso os planos para visitar meus tios, Stelinha e Cininho, no início de outubro. 
        Nada me restou, a não ser ir tomar um banho quentinho, ligar o computador, ver meus emails, entrar no facebook, administrar a Cittyville e ligar para uma amiga combinando o horário para irmos ao chá de panela da Paula. 
        Aqui descrevendo minha manhã, não posso omitir que meu pensamento tem dono neste domingo, alguém que está tão perto e tão distante, paradoxo do espaço. 
        Agora passa do meio dia, vou preparar miojo com creme de leite, porque não estou com vontade de ir à restaurante, nem perder muitas horas na cozinha. 
        Não posso esquecer de checar se o celular está carregado, porque nesta tarde irei esperá-lo tocar, assim pretendo diminuir essa saudade doída que preciso ocultar.

sábado, 3 de setembro de 2011

ESPERA

Horas a fio
Olhando o relógio,
Pela manhã:
Tormento
Falta todo o dia,
A tarde:
Desalento
Ainda nenhuma notícia,
A noite
Cai tranquila,
Enquanto meu estômago
Revira de ansiedade,
Minhas mãos suam,
E meu coração,
É só aperto...
Como é difícil,
Essa tal espera!
Nada a fazer,
A não ser,
Aguardar o celular tocar...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AMOR LIVRE

O que é o amor?
Sentimento nobre
Por poucos vivido
Doce, ingênuo, tranquilo...
O beijo demorado,
O gesto despreocupado,
O cuidado com o outro,
Um simples bem querer,
Nada complicado.
O amor é assim,
Nosso amor é assim:
Felicidade de estar junto,
Apenas livres e juntos...

domingo, 28 de agosto de 2011

BEIJO

Lábios que se procuram
Numa necessidade crua
De entrar no outro
Desvendar  segredos
Molhados, doces e ásperos
A barba que roça na face
A eternidade da entrega
Tudo por causa de um
Único corajoso beijo
Um mistério oculto
No encontro de bocas
Numa insana e frenética
Sucessão de lábios colados
Tentando manter-se unidos
Os olhos brilhantes
Ora abertos
Para ter certeza do outro
Ora fechados
No êxtase do instante
Línguas invasivas
Dentro apenas dentro
Apenas beijo...