domingo, 18 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS

Todo ano me deparo com o mês de dezembro e lá vem a jornada de compras de presentes. O cuidado na escolha para que possa agradar os que me são caros. Inquietações que não chegam a me tirar o sono.

O mais importante de fato é que através de presentes confirmo o amor incondicional que sinto pela minha mãe, pela minha irmã e pelo meu namorado. Os embrulhos são apenas a expressão desse sentimento nobre que  cada gesto meu demonstra. Muitas vezes nos esquecemos do verdadeiro sentido do "presente de Natal".


Não menos importante, são os emails que  encaminhamos nessa época desejando "Boas Festas e Próspero Ano Novo". Muitos dos nossos contatos são colegas de trabalho, uns mais próximos outros nem tanto, amigos e familiares que se tornaram distantes e, há ainda aqueles que não têm corpo, são exclusivamente virtuais. Não importa, o que realmente conta é que nessa época esses votos são realmente verdadeiros. Parece que ficamos mais suscetíveis a desejar a felicidade ao próximo e almejá-la para nós mesmos.


Nesse momento, fazemos aquele balanço anual,  refletimos sobre o ano que se finda, analisamos onde erramos e acertamos e, fazemos planos. Nada melhor que fazer planos com aqueles que amamos. Assim vislumbramos um ano seguinte melhor e, assim recomeçamos.


Que neste Natal possamos celebrar o amor, aquele que nos impulsiona dia após dia, e que não esqueçamos do nosso próximo, porque um pouquinho de caridade faz um bem enorme à alma. 

Assim vamos esperar 2012 com  otimismo, acreditando que nele realizaremos nossos objetivos.


Então, cabe a mim terminar esse texto, sendo extremamente repetitiva e usando um dos clichês mais antigos que conheço:

"UM FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO A TODOS. 
SÃO OS SINCEROS VOTOS DE:
 ROSIVAR MARRA LEITE"


domingo, 11 de dezembro de 2011

LIVRE

Estranho como uma pessoa tão próxima pode ser tão maldosa com a gente. Ninguém nesse mundo está isento de defeitos, eu tenho muitos deles e os reconheço, sou até muito dura comigo mesma às vezes.
O grande problema é que sou muito condescendente com os defeitos alheios. Sempre arranjo desculpas para os erros cometidos para comigo. O sujeito é legal só passou por uma fase ruim, por isso foi desleal comigo. Toda aquela ignorância e leviandade cometidos foram apenas num momento de raiva, quando o ódio cega, preciso relevar.
Só esqueço que quem foi magoada fui eu e, sempre foi assim, desde muito pequena me acostumei com as pancadas, gritos, deboches, vivi muitos anos sob o julgo dos outros. Nada que eu fizesse era bom ou correto. E fui me sentindo cada vez "menos", quase acreditei nisso. 
No final de 2007, quando uma crise existencial me tirou a razão, isso mesmo, estive bem próxima da loucura, enxerguei que precisava mudar. E venho num processo lento e contínuo desde então, revendo a minha forma de agir, conhecendo melhor a mim mesma e principalmente exigindo mais respeito dos que me cercam.
Uma coisa aprendi: aquele que vive sob o julgo de quem quer que seja, mesmo que pelo motivo mais nobre, nunca será feliz. Quem não se respeita, jamais poderá andar de cabeça erguida. Não aceito ser mais manipulada, servindo de joguete, sempre fazendo concessões, arcando com o peso de ser boazinha, não sou e nunca foi meu objetivo ser. Não estou sob a influência de quem quer que seja, todas as minhas atitudes são tomadas por mim exclusivamente apenas. Diferentemente de como era antes. 
Se querem culpar alguém, culpem a mim pelas minhas escolhas, não me curvo mais aos desejos alheios, nem mesmo por amor.
Amo a minha família, mas chega de pancadas...


sábado, 26 de novembro de 2011

VIDAS

Na minha ânsia de tentar entender
A cumplicidade espontânea que existe entre nós
A afinidade verdadeira que nos surpreende cada vez mais
O querer bem que nossos atos exprimem diariamente
Esse medo de perder, não de ficar sozinho, mas sim de ficarmos sem nos ver
Essa vontade de compartilhar o dia
Coisas boas, estresses, fracassos e sucessos
Simplesmente por querer que o outro saiba
Na minha crença só uma explicação
Estivemos juntos noutra encarnação
Vivemos outras vidas 
Muitas vezes tentamos
Aprendemos com nossos erros
Para nesse encontro acreditar
E desta vez fazermos de tudo 
Para juntos para sempre
Um com o outro ficar...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PERGUNTA

Hoje fui visitar uma senhorinha que perdeu o marido recentemente. Ela na cadeira de rodas se recuperando também de uma operação no fêmur, estava bastante triste, reclamando a falta do  marido que partira. Minha tia a consolava dizendo que ela era uma mulher de sorte, por ter ficado casada por tanto tempo, e que somente ele, o tempo, poderia acalmar essa dor.
Enquanto conversávamos, o filho chegou, acariciou a mãe e nos contou que  em julho quando os pais completaram 71 anos de casados, ele ajudou o pai a se arrumar para a missa em comemoração ao casamento duradouro, assim que ficaram prontos ele e o pai, de 97 anos sentaram na sala para aguardar a mãe. Quando a senhora chegou, o marido assim disse:
-Nadir, sente-se aqui, perto de mim.
A senhora aproximou-se, sentou e segurou a mão do marido suavemente, foi quando então ele sorrindo perguntou para ela:
-Você ainda me ama?
Nesse instante, percebi o tamanho da perda daquela senhora. Depois de tanto tempo juntos, uma pergunta dessa. 
O amor mudou muito nos dias de hoje, mas o que ouvi me inspirou a compartilhar a história. Cabe apenas uma indagação: quantos de nós poderemos fazer a mesma pergunta sem temer a resposta? 

domingo, 13 de novembro de 2011

CRISTAL

Hoje descobri:
Sou um cristal
Frágil, delicado,
Gentil, compreensivo!
Quase doce,
Sendo essa minha essência
Mesmo sem querer,
Quebro fácil
Assim não queria ser!
Mas não sei o que fazer?
Percebi algo que
Parece uma rachadura
Oh, belo vidro,
Pena ser tão fininho!
Engraçado que aos olhos
Menos sensíveis,
Sou apenas vidro duro
Que aguenta as batidas
Do destino,
Mas sou cristal
Que sente uma dor danada...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

SAUDADE

Você me disse ao telefone:
"Acordei com saudade de você, meu amor!"
Mal sabia que a saudade em mim também doía
Essa semana quis ver você
Olhar seus olhos azuis
Tocar em seu toque
Cheirar seu cheiro
Conversar nossos papos
Acalmar minha calma
Para fazer sentido meu mundo
Quando você disse:
"Quero te ver hoje, amor!"
Respondi:
"Esse desejo
É tão meu, tão nosso
Fácil querer a mesma coisa!"
Assim somos nós
A mesma querência
A mesma necessidade
Tomaremos café juntinhos
Saboreando bolo
Cheirando pão quentinho 
Tornando minha tarde perfeita
Porque estaremos juntos
Simples assim...

domingo, 6 de novembro de 2011

TARDE VAZIA

Nessa tarde de sol
Meu estômago é desconforto
Uma pressão no peito
Meu corpo ainda é desequilíbrio
Enquanto o telefone não tocar
Minha calma não irá sossegar
Minha cabeça dói
Meus olhos estão cansados
Só você pode
Só você tem a chave
Me liga, me liga, me liga!
Preciso da sua voz
Do seu carinho
Da sua atenção
Acalme o meu coração
Que por você bate descompassado
Nessa tarde ainda vazia
Que aguarda
E ainda não aprendeu a esperar
Toque telefone
Pra minha tarde completar...