quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MEU LIVRO A VENDA


Caros Amigos,

Muitos de vocês sabem que em maio deste ano, lancei meu primeiro livro "O Escoteiro e o Lobinho", tudo com recursos próprios.

No dia do lançamento, distribuí gratuitamente os livros, agora recorro ao Clube de Autores e AgBook para editá-lo e colocá-lo a venda em todo país.

Se quiserem adquiri-lo entrem nesses links: http://www.clubedeautores.com.br/book/34001--O__ESCOTEIRO_E_O_LOBINHO e http://www.agbook.com.br/book/34097--O__ESCOTEIRO_E_O_LOBINHO

Conto com vocês para divulgar isso junto aos seus amigos.

Aproveitem o Natal e presenteiem uma criança com um livro!

Agradeço a todos.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

SOBRE NÓS MESMOS

          Hoje amanheci pensando em reagir, mas o que faria de bom a mim mesma se o fizesse? Na vida nos deparamos com pessoas de todos os tipos, algumas são capazes de nos fazer sorrir com gestos simples e doces, outras nos desequilibram as energias, tirando-nos do sério.
          Fácil conviver com gestos delicados e respeitosos, mas na maioria das vezes não é assim. Estou aprendendo a agir ao invés de reagir. Impossível não entrar em contato com pessoas difíceis, porém não posso permitir que tornem minha vida mais complicada que já é.
          Aprendi hoje que só posso ter paciência, não julgar, ajudá-las quando me requisitarem, mas não posso obrigar-lhes a enxergar os próprios erros e o quanto isso vem afetando negativamente suas vidas. Todos nós podemos aprender mais e mais a cada dia, mas somente se estivermos dispostos a fazê-lo. Temos uma capacidade infinita de nos elevarmos, superarmos nossas dores, fazer delas uma lição para nos melhorarmos como pessoa.
         Algumas pessoas não agem assim, ao contrário, usam  outras pessoas como válvula de escape para seus fracassos e às vezes as usam para vingar-se. Estranhamente não percebem que quem fez-lhes o mal, não está ali e, acabam afastando exatamente quem apenas queria-lhes o bem.
          Precisamos encarar nossas mágoas e os traumas deixados por elas. Olhá-las de frente, chorar um pouco mais, depois esquecê-las e começar de novo. Temos a obrigação de nos permitir uma nova chance e para isso basta modificar a nossa forma de agir.
          Precisamos parar de reagir e passar a agir. Uma coisa aprendi: não deixemos que coisas ruins nos marquem para sempre. Precisamos olhar nossa face no espelho sem medo. Nós devemos isso a nós mesmos. Recomecemos!
        

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

EMBRIAGUEZ

Um texto escrito por Rose, Jô e Jane:
É muito mais que qualquer coisa
Sou eu me cobrando por um término
Que não foi minha culpa,
Uma culpa que já não é minha!
Só um abraço,
Estar dentro de alguém,
Dentro  do  peito de  alguém...
Gente,  uma de nós dormiu no tapete!
Eu sinto mais frio  do que calor.
Ouço Marilion,
Sinto falta  do passado,
Eu estou muito bêbada!
Eu acordo durante a noite
Para escrever,
No meu trabalho, faço o que gosto
É uma realização,
Me traz paz e angústia,
Porque amo o que sou
Amo o que sinto,
Eu apenas sinto...
Eu continuo bêbada,
E minha amiga bêbada escreve para mim,
Enquanto a outra amiga ri ,
Esta poesia é a síntese da  bebedeira,
Talvez o pior texto que escrevi e ditei,
Mas é a pura expressão da alma...
Nós sentimos demais,
Sinto pena daqueles que não sentem,
É apenas o vinho numa noite entre amigas...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

CONVERSA ENTRE AMIGAS


Este texto surgiu de uma conversa com minha querida amiga Jô, no MSN. Na verdade um texto escrito a duas mãos:

É uma tristeza
doendo no peito,
nunca senti isso.
É uma tristeza estranha,
diferente.

Não é raiva?
É ruim, mas é bom!
 
É estranho pra mim!
Sempre tive raiva,
desta vez não,
estou com vontade de saber dele,
como ele está.

Acho que não é paixão,
é um gostar muito, muito grande!

O que faço agora sem ele?

Gostar muito grande é assim,
a gente quer saber se o outro está bem,
se estiver,
está bom pra gente.
Esquisito, não é?

A razão sabe,
mas o coração...
Um dia gostaria de saber
o que realmente aconteceu...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

VIDA

         
          A vida tem nuances que a faz tão sublime, o que ocorre é que na maioria das vezes não conseguimos perceber as coisas simples que nos fazem especiais. O histórico de vida de cada um de nós é único, a infância com avós amorosos ou distantes, pais ausentes ou presentes, brigas com irmãos e primos, o que comíamos no intervalo do recreio, como éramos na escola. No meu caso era gorda como um barrilzinho e sempre convencia a minha irmã a ceder-me as sobras do seu dinheiro para que pudesse comprar mais um bolinho de ovo.
          Crescemos e a personalidade vai tomando forma. O primeiro amor da adolescência, a irritação com os pais, a identificação com amigos e alguns deles ficam pela vida, achamos que vamos mudar o mundo. Na faculdade alguns de nós se dedicam aos estudos, outros às festas, muitos conseguem equilibrar a balança e, alguns continuam levantando bandeiras, eu fui um deles, extremamente ativista, achava mesmo que faria do mundo um lugar melhor, acho que contribuí um pouquinho.
          Na vida adulta, muitas vezes decepções e vamos endurecendo. Deixamos de brincar e fazer piadas, optamos pela competição insana no trabalho, assumimos a postura de que o amor tem que ser aliado à conveniência, passamos a não olhar nos olhos das pessoas e não acreditamos mais em nós mesmos. No meu caso, ainda curto brincar com os amigos, parei com a competição há pouco tempo, nunca deixei de olhar nos olhos, acredito em amor verdadeiro e passei a acreditar um pouco mais em mim.
          A vida deve ser vista como uma grande oportunidade de sermos nós mesmos, mas com o cuidado de não atropelarmos os outros. Pequenos gestos incompreendidos podem gerar dor tamanha na alma, então precisamos ter muita atenção com o sentimento alheio.
          Nos dias de chuva, usamos sombrinha, nós de Sol protetor solar, no frio nos aquecemos com café ou vinho, dependendo da hora do dia e, no verão saboreamos sorvete ou cerveja bem gelada, na piscina ou na praia, tanto faz, apenas escolhemos viver. Choramos algumas vezes, a dor chega a todos, mas rimos outras tantas, pena que a alegria só é percebida por poucos. Tive meus olhos rasos d'água, mas também estive plena de felicidade.
          Uma certeza não devemos esquecer, um dia quando sentirmos nossa vida se esvaindo, não importará o que temos, apenas quem teremos ao nosso lado nos últimos preciosos instantes. Eu preciso acreditar de quando a morte a mim chegar, deixarei naqueles que cruzaram meu caminho, nenhuma tristeza por minha partida, apenas uma saudade gostosa. Se assim conseguir partir, não terei vivido em vão. 
            
         
         

domingo, 14 de novembro de 2010

TARDE CHUVOSA

         
                   Nesta tarde de domingo, onde chove e faz quase frio, sinto o perfume mais antigo, usei as últimas gotas do belo frasco, engraçado como o olfato nos leva a outro tempo. Cada parte de mim está disposta a recomeçar, mas  às vezes dou um passo atrás, mesmo sabendo que a mim é necessário continuar.
          A chuva e o frio sempre me agradaram, na verdade tenho a sensação de nostalgia em dias assim. Quando posso recorro a cafeteria e tomo capuccino. Adoro estar embaixo do edredom, com pouca roupa, assistindo um filme qualquer, só deixando o tempo passar. Um aperto no peito e no estômago me acompanham nesta tarde, deve ser o passado que estou evitando deixar partir. Por que temos esse ímpeto de reter o tempo? Talvez tenha uma alma antiga, sentimentos profundos e inquietações próprias de quem encara seus medos.
          Acho que sinceridade demais consigo mesmo é quase torturar-se. Estou me permitindo erros outrora imperdoáveis, como arriscar-me mesmo com tantas pistas indicando fracasso. Resolvi apenas não desperdiçar meu tempo, a vida é por demais preciosa para desistir antes da luta. Então, entrego-me ao caminho desconhecido, temendo o despenhadeiro a minha frente, mas este não me impede de caminhar.
          O futuro ainda é tão distante para mim, não consigo pressenti-lo. Continuo a escrever, agora a noite já caiu, a chuva parou e deixo este texto inacabado, olhando na televisão a Torre Eiffel e pensando no dia, quem sabe, em que estarei lá subindo aquelas escadas, ou se a idade não mais me permitir usando o bondinho. A vista é a mesma.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

OTIMISMO


Palavras descabidas ditas por quem estimo,
Juras descumpridas pelo meu amor,
Exigências sem bom senso,
Acusações infundadas,
Injustiças que afligem minha calma...
Nada disso pode lançar-me ao desânimo!
E por que não sucumbo?
Porque se errei, estava tentando acertar,
E isto a mim basta para não desanimar.
A paz vem de dentro pra fora,
E minha consciência repousa tranquila.
Tão longe estou da perfeição,
Mas de uma coisa não abro mão:
Sofrer por amor
Mesmo que venha a solidão,
Porque vale o risco
E assim me perdoo então...